Biografia

Ermance De La Jonchére Dufaux nasceu em 1841, na cidade de Fontainebleau, França. Próxima a Paris, abrigava a residência oficial de Napoleão III e de outros nobres. O pai de Ermance, rico produtor de vinho e trigo, era um deles. Tradicional, a família Dufaux residia num castelo medieval, herança de seus antepassados.

Em 1853, a filha dos Dufaux começou a apresentar inquietante desequilíbrio nervoso e a fazer premonições. Por causa desse problema, seu pai procurou o célebre médico Cléver De Maldigny.

Pelo relato do Sr. Dufaux, o médico disse que Ermance parecia estar sofrendo de um novo distúrbio nervoso, que havia feito diversas vítimas na América e que, agora, estava chegando à Europa. As vítimas da doença entravam numa espécie de transe histérico e começavam a receber hipotéticas mensagens do Além.

O médico aconselhou o Sr. Dufaux a trazer Ermance a seu consultório, o mais rápido possível. Assim foi feito. Alguns dias depois, a mocinha comparecia à consulta.

Maldigny colocou um lápis na mão da menina e pediu que ela escrevesse o que lhe fosse impulsionado. Ermance começou a rir, gracejando, mas, de súbito, seu braço tomou vida própria e começou a escrever sozinho. Ao ver-se dominada por uma força estranha, Ermance assustou-se, largou o lápis e não quis continuar a experiência.

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O popularizador da Astronomia e divulgador do Espiritismo, "de estatura regular, de expressiva fisionomia, o ilustre astrônomo parece concentrar em seu olhar toda a nergia de sua alma, toda a vivacidade de seu espírito. Até o nome leva o selo de sua natureza e, por assim dizer, o signo estranho de seu destino (Flamma Orionis...)" (Biografias, Artículos y Datos Espiritistas, recopilados por E.E.G. - Madrid - Revista Psicologia La Irradición, 1896).

Astrônomo célebre, sábio e filósofo, o extraordinário investigador francês é, também, famoso e respeitado autor espírita, presidente da "Societé Astronomique de France", diretor do Observatório de Juvisy, dotado de "estilo encantador" (como se refere Léon Denis); ex-presidente da S.P.R. (Society for Psychical Research), encarnado em Montigny-le-Roi, Haute-Marne, França, num sábado, à uma hora do dia 26 de fevereiro de 1842; e, como ele mesmo diria mais tarde, "estava muito impaciente para chegar à Terra, e não esperou os 9 meses; nasceu aos 7 meses."

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Pioneiro do jornalismo espírita Em São Paulo, Batuíra está relacionado ao crescimento dessa cidade, que completa hoje 457 anos.

Esse nome sonoro, que volta e meia chega aos nossos ouvidos no movimento espírita, na verdade é apenas um apelido. Mas um apelido de um dos maiores propagandistas do Espiritismo do Brasil.  Nascido em Portugal, em 19 de março de 1839, Antônio Gonçalves da Silva era filho de camponeses e aportou no Brasil aos 11 anos de idade e com apenas a instrução primária.

Como entregador do jornal Correio Paulistano, em Campinas- SP, Batuíra fazia amigos com facilidade e ganhava a admiração por onde passava, por seu espírito dócil e diligente. Muito ativo, ganhou o apelido de “O Batuíra”, nome dado a uma ave pernalta  ligeira que habitava os charcos, onde hoje é o Parque D. Pedro II, em São Paulo.

Dado às artes e às idéias abolicionistas, ele fundou em São Paulo e manteve por dez anos o Teatrinho da Cruz Preta, onde se reuniam estudantes e intelectuais da época, atraídos pela informalidade e pelas peças pitorescas.

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Nascida na cidade de Resende, Estado do Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro de 1856, e desencarnada em S. Paulo, no dia 13 de janeiro de 1919. Seu nome de solteira era Anália Emília Franco. Após consorciar-se em matrimônio com Francisco Antônio Bastos, seu nome passou a ser Anália Franco Bastos, entretanto, é mais conhecida por Anália Franco.

Com 16 anos de idade entrou num Concurso de Câmara dessa cidade e logrou aprovação para exercer o cargo de professora primária. Trabalhou como assistente de sua própria mãe durante algum tempo. Anteriormente a 1875 diplomou-se Normalista, em S. Paulo.

Foi após a Lei do Ventre Livre que sua verdadeira vocação se exteriorizou: a vocação literária. Já era por esse tempo notável como literata, jornalista e poetisa, entretanto, chegou ao seu conhecimento que os nascituros de escravas estavam previamente destinados à "Roda" da Santa Casa de Misericórdia. Já perambulavam, mendicantes, pelas estradas e pelas ruas, os negrinhos expulsos das fazendas por impróprios para o trabalho. Não eram, como até então "negociáveis", com seus pais e os adquirentes de cativos davam preferência às escravas que não tinham filhos no ventre.

Anália escreveu, apelando para as mulheres fazendeiras. Trocou seu cargo na Capital de São Paulo por outro no Interior, a fim de socorrer as criancinhas necessitadas. Num bairro duma cidade do norte do Estado de S. Paulo conseguiu uma casa para instalar uma escola primária. Uma fazendeira rica lhe cedeu a casa escolar com uma condição, que foi frontalmente repelida por Anália: não deveria haver promiscuidade de crianças brancas e negras.

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EmmanuelEmmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do espírito, no original francês "L'Évangile Selon le Spiritisme", em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O Egoísmo".

O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

Descreve Chico: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."

Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa "gens Cornelia" e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.

De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há Dois Mil Anos.

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Leon DenisLéon Denis (lê-se: dení) nasceu numa aldeia chamada Foug, situada nos arredores de Tours, em França, a 1o. de Janeiro de 1846, numa família humilde. Cedo conheceu, por necessidade, os trabalhos manuais e os pesados encargos da família. Desde os seus primeiros passos neste mundo, sentiu que os amigos invisíveis o auxiliavam. Ao invés de participar em brincadeiras próprias da juventude, procurava instruir-se o mais possível. Lia obras sérias, conseguindo assim, com esforço próprio desenvolver a sua inteligência. Tomou-se um autodidata sério e competente.

Aos 18 anos tornou-se representante comercial da empresa onde trabalhava, fato que o obrigava a viagens constantes, situação que se manteve até à sua reforma e manteve ainda depois por mais algum tempo. Adorava a música e sempre que podia assistia a uma ópera ou concerto. Gostava de dedilhar, ao piano, árias conhecidas e de tirar acordes para seu próprio devaneio. Não fumava, era quase exclusivamente vegetariano e não fazia uso de bebidas fermentadas. Encontrava na água a sua bebida ideal.

Era seu hábito olhar com interesse, para os livros expostos nas livrarias. Um dia, ainda com 18 anos, o chamado acaso fez com que a sua atenção fosse despertada para uma obra de título inusitado. Esse livro era "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec. Dispondo do dinheiro necessário, comprou-o e, recolhendo-se imediatamente ao lar entregou-se com avidez à leitura. O próprio Denis disse:

 

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