Entrevistas

1 - Ludwig Andreas Feuerbach, filósofo alemão do século 19, disse que “como forem os pensamentos e as disposições de um homem, será assim o seu Deus; quanto valor tiver um homem, exatamente isto e não mais será o valor de seu Deus. Consciência de Deus é autoconsciência, conhecimento de Deus é autoconhecimento”. Daí; podemos pensar em termos da experiência pessoal de Deus e da religiosidade dentro da nossa condição de homem no mundo. Como se dá sua vivência de religiosidade e, a partir daí, sua relação com Deus?

R – Eu me sinto “impregnado” de Deus, e, conseqüentemente “impregnado” de Vida, e de Vida em abundância, conforme Jesus veio nos ensinar. Relaciono-me com Deus através do Cristo, que encontrei na Doutrina Espírita – do Cristo que nos ensina a amar o próximo como a nós mesmos! Como escreveu Bezerra de Menezes por nosso intermédio, a distância que me separa do próximo é a mesma que me separa de Deus.

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A vida de Vera Lúcia Marinzeck mudou muito a partir do ano de 1975, quando, pela primeira vez, entrou numa casa espírita. Esse primeiro contato com o Espiritismo foi decisivo para que, algum tempo depois, encontrasse respostas para muitas de suas dúvidas. Encorajada por aqueles que a ampararam fraternalmente, determinou-se a estudar e desenvolver a mediunidade. Desde então, não parou mais de ler os livros de Allan Kardec e recomendar a todos que a procuram a leitura de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.  Nos raros encontros com os leitores, que acontecem geralmente em tardes de autógrafos promovidas em grandes livrarias – apresenta-se vestida com simplicidade, é carinhosa para com todos sem afetação, dispensa a mesma atenção a todos, sem fazer nenhuma distinção. Aqueles que a conhecem de perto e convivem com ela não se negam confirmar: “A Vera Lúcia é assim mesmo, sempre bem humorada, calma, não se apressa nem apressa ninguém”. Nesta entrevista, a médium relembra o passado, suas experiências mediúnicas e comenta a literatura dos espíritos e fala sobre o sucesso de seu livro “Violeta nas Janelas”

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Muito conhecido por seus livros, palestras e seminários por todo país, Quico - como é chamado - respondeu à nossa entrevista com carinho e atenção, trazendo informações de sua experiência como espírita e médium. Natural e residente em Catanduva, fundou há mais de 25 anos a Sociedade Espírita Boa Nova. Com formação em Administração e com curso completo em Neurolinguistica, voce pode conhecê-lo um pouco mais nas respostas que disponibilizamos.

Como o Espiritismo surgiu em sua vida?
Meu primeiro contato com o Espiritismo aconteceu quando eu morava na fazenda dos meus pais e era muito jovem. Naquela época notava alguns fenômenos curiosos, escutava passos e ruídos. Como recebi uma educação católica, acreditava que era tudo fruto da minha imaginação. Depois disso, com aproximadamente 18 anos de idade, minha mediunidade aflorou ostensivamente quando estive com amigos num terreiro de Umbanda. Meus braços começaram a formigar - sensação que tomou conta do corpo inteiro – e disseram que eu havia recebido um espírito. A partir daí as sensações mediúnicas que antecedem a incorporação ficaram cada vez mais comuns. Em 1973, o grande amigo Diomar Ziviani me orientou na questão espírita e me apresentou ‘O Livro dos Espíritos’ de Allan Kardec e ‘Voltei’ de Irmão Jacob. Foi meu primeiro contato com essas obras, mas a sensação era de que já conhecia aquelas lições. Através do estudo comecei a entender e administrar minha mediunidade.

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Divaldo Pereira Franco é emérito educador. Fundou em 1952, na cidade de Salvador-BA, com seu primo Nilson de Souza Pereira, a Mansão do Caminho, instituição que acolheu e educou mais de 600 filhos sob o regime de Lares Substitutos. Conferencista e médium espírita, já proferiu mais de 10 mil palestras no Brasil e no exterior e psicografou aproximadamente 200 livros espíritas que já venderam 5 milhões de exemplares, inclusive com tradução para 13 idiomas. Septuagenário quando fala sobre o espiritismo demonstra o entusiasmo dos jovens com sabedoria que só a experiência do bem viver pode proporcionar.

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Orson Peter CarraraConhecido autor é foco na mídia espírita
Orson ficou conhecido pelos livros, caracterizados pela fidelidade doutrinária, e pelas palestras por todo Brasil. Com grande facilidade para escrever com objetividade e uso da palavra com fluência, agenda lotada e amigos por toda parte, atendeu nosso convite e concedeu entrevista com algumas particularidades pessoais e de suas atividades no movimento espírita. Acompanhe.

1 - Como foi sua infância dentro da Doutrina Espírita?

Nasci em família espírita. Meu avô já era espírita. Desde muito pequeno, graças à intensa ligação de meus pais, Roberto e Josefa, com o Centro Espírita Francisco Xavier dos Santos - de Mineiros do Tietê-SP, minha cidade natal - estive ligado àquela instituição. Fui aluno do então chamado Catecismo Espírita, da Mocidade Espírita, e posteriormente fui alçado à diretoria da entidade. Todavia, não posso deixar de citar a grande influência em minha formação doutrinária espírita, de meu tio Pedro Carrara, que transmitiu-me - além de meus pais - esse amor à Doutrina Espírita.

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