Por: Wellington Balbo

Kardec aborda o tema “Bem e o Mal” em O Livro dos Espíritos, e a abordagem vai da questão 629 até a 646.

A moral para os Espíritos é a diretriz que faz o homem seguir no caminho distante do egoísmo, propondo pensar no bem do conjunto, muitas vezes em detrimento de seus desejos.

A inteligência é a ferramenta ideal para o homem distinguir o bem do mal. Portanto, quanto mais desenvolvida a inteligência do homem, mais condições de discernir entre bem e mal e, consequentemente, maior sua responsabilidade.

Deduz-se disso que, por exemplo, as guerras provocadas hoje, século 21, com o homem conhecendo plenamente suas implicações e consequências, são muito mais condenáveis do que as guerras promovidas outrora, em que a inteligência humana ainda era bem rudimentar, o que, entretanto, não deixa de ser, ainda assim, lamentável.

Kardec, neste tópico, indaga aos Espíritos sobre o posicionamento deles acerca das boas intenções do homem.

Pode o homem equivocar-se ao julgar bem e mal?

Eis que os Espíritos deixam a regra básica ensinada por Jesus, acrescentando que o homem já possui um razoável nível de inteligência: faz ao outro o que queres para ti.

Em todas as ações que formos realizar, desde as mais simples até as mais complexas, desde descartar o lixo até relacionar -se com os colegas de trabalho, a recomendação dada por Jesus e relembrada pelos Espíritos de fazer aos outros aquilo que queremos para nós é a pedra básica para compreender o que é o bem e o que é o mal.

O homem do século 21, com raras exceções, possui a inteligência necessária para aplicar a máxima acima citada e proceder conforme a lei de Deus na distinção do bem e mal.

Se não o faz, ainda, é porque apenas conhece mas não compreende, embora, repito, tem condições de compreender, o que, indubitavelmente, apenas aumenta a sua responsabilidade.

É hora, portanto, de avançar!


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