Uma lei que nunca erra: / Reencarnação, a lei bendita...

Cada ser retorna à Terra / Na lição que necessita.
Jésus Gonçalves (Chico Xavier)

Uma minoria que acredita que não existe nada.


Outra, que ocupa perto de 1/3 da população, que acredita numa única vida na Terra e depois a vida no além (mas, com uma incógnita – uns acham que vão ressuscitar no próprio corpo e outros que serão julgados em espírito, sendo destinados para o céu ou para o inferno).

E outra que acredita na reencarnação, que é a maioria, quer dizer, acreditam na pluralidade de existências corporais e também numa vida única, a vida do espírito, que é perfectível, que o céu e o inferno são um estado de alma que se carrega para onde for.

Chico Xavier nasceu num berço católico e frequentou por muitos anos a igreja, mantendo bom relacionamento com os sacerdotes; aos 17 anos, quando conheceu e desenvolveu a mediunidade, aderiu ao conhecimento e prática do espiritismo; ele afirmou que: “Se Allan Kardec tivesse escrito que ‘fora do Espiritismo não há salvação´, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu ´Fora da Caridade´, ou seja, fora do Amor não há salvação”.

Pela reencarnação, os espíritos que venceram em muitas áreas do ser espiritual retornam e trazem essa bagagem dentro de si como autodidatas.

Falando em autoconhecimento, temos nosso mestre Jesus, que não consta tenha frequentado os cursos do sacerdócio judaico, foi filho de um carpinteiro e demonstrou profundo amor, humildade e sabedoria em sua fala e ações.

O ser humilde que gravita em torno da Divina Sabedoria muitas vezes é desconhecido pelo mundo, porém, reconhecido por Deus, através das práticas de suas virtudes.

Outro personagem de família simples na Grécia, Sócrates, quando encarcerado, afirmou diante da condenação que lhe era imposta que mais vale receber que cometer uma injustiça, e que, antes de mais nada, é preciso aplicar-se não em parecer um homem de bem, mas em sê-lo. O filósofo afirmava que devemos conhecer a nós mesmos, e que ele nada sabia.

O nosso Chico Xavier, à semelhança do pensador grego, em sua humildade afirmava que somente estudou até o primário e que não passava de um cisco, que toda a produção dos livros era das inteligências desligadas da carne (espíritos que o assistiam).

Certa feita o médium encontrava-se comprando tomates numa feira livre e escolhia um tomate bom e outro menos bom; uma conhecida ao seu lado perguntou por que não escolhia somente os bons. E Chico respondeu, como homem de bem: “Se eu escolher somente os bons, o que vai sobrar àquele que vem depois?”.

Falando sobre o respeito às demais religiões, afirmou que: “Minha religião não me ensina a ser melhor que os outros. Minha religião me ensina a ser melhor para os outros”.

Não devemos ter a pretensão de dar lição a ninguém, mas que nosso viver possa servir de exemplo para aqueles que olham e acompanham nosso caminhar. A nossa crença nos faz bem e devemos fazer o bem para nossos semelhantes.

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo, diretor da Editora EME