Fonte: Redação do Momento Espírita. - Disponível no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP. - Em 14.1.2014

O que você pensa disso?

Para muitas pessoas, dizer palavrões é uma forma de aliviar tensões.

Para outras, um modo descontraído de falar. E, para alguns ainda, um jeito brasileiro de se comunicar.

Tão só pela riqueza de vocabulário que a língua portuguesa nos oferece, o uso de palavrões já seria dispensável.

Mas, além dos aspectos linguísticos a ressaltar, existem, é claro, objeções espirituais ao uso de expressões de baixo calão.

Tudo em a Natureza é uma forma de energia.

Os nossos órgãos de percepção física apenas filtram e interpretam as vibrações energéticas ou fluídicas, dando-nos a imagem, o som, o cheiro, a luminosidade, a densidade e a cor.

Vejamos o som, por exemplo.

Um objeto qualquer faz vibrar as moléculas do ar.

Essa vibração chega aos nossos ouvidos a uma velocidade de trezentos e quarenta metros por segundo.

De acordo com a sua frequência, o ouvido transmitirá ao cérebro uma informação que será interpretada como o som de uma buzina, ou a musicalidade de um violino.

Assim como no mundo físico o ar é o veículo do som, no mundo espiritual os fluidos são o veículo dos pensamentos emitidos.

É fácil entender, então, que além da sonoridade conhecida das palavras, existe uma outra mensagem, inaudível aos ouvidos humanos, mas que o Espírito sempre capta, de uma forma ou de outra.

Os palavrões, pois, reúnem em si uma dupla problemática: a agressividade sonora, claramente percebida, e a vulgaridade mental, que atinge quem escuta o palavrão, mas prejudica muito mais a quem o diz.

Prejudica a quem o diz, porque cria em torno da pessoa uma psicosfera negativa, propiciando sintonia com Espíritos inferiores.

Os palavrões são uma maneira infeliz de demonstrar o vazio que as pessoas trazem na alma.

Para aqueles que dizem aliviar tensões pronunciando palavrões, chamamos a atenção para um aspecto importante.

Ao colocarmos para fora uma violência contida, não estamos nos livrando dela, mas, pelo contrário, fortalecendo em nossa intimidade o nosso lado agressivo.

Ao nos referirmos à questão dos palavrões, não poderíamos deixar de recordar a lição de um Espírito amigo:

As palavras carregam consigo a realidade interior de quem as profere.

* * *

Os Espíritos se comunicam pela linguagem do pensamento.

Apesar de os menos evoluídos terem a impressão de falar, na verdade é o seu pensamento que faz a comunicação.

O pensamento produz imagens no mundo espiritual.

São justamente essas imagens que atraem para junto de nós os Espíritos que se afinam com elas.

 

 

 


A vida de Chico Xavier