fbpx
HomeInformativoPais e filhosIngratidão dos filhos. Como superar?
Domingo, 23 Fevereiro 2020 13:21

Ingratidão dos filhos. Como superar?


Por: Wellington Balbo

Tema que deixa a todos muito interessados é o que trata do tópico concernente a gratidão, ou seu inverso, a ingratidão.
Já trabalhei em palestras o tema: “A ingratidão dos filhos, como superar?” e constatei um imenso interesse da plateia em saber mais sobre o assunto.

Após uma dessas palestras uma senhora me procurou para desabafar que sofre demais com a ingratidão do filho. Contou-me que, certa vez, estava ela numa cadeira de rodas, com o pé quebrado, e o rapaz, forte e saudável, recusou-se a ajudá-la. Naturalmente que, como mãe e ser humano que é, ficou chateada a indagar:

Que fiz eu, meu Deus, para merecer filho tão ingrato, que em nada ajuda a mãe, mesmo quando ela necessita?
Santo Agostinho, em O Evangelho segundo o Espiritismo, dá-nos sábias lições em mensagem intitulada – A ingratidão dos filhos e os laços de família.

Diz-nos o Espírito de Agostinho que Deus não faz provas superiores às nossas forças, e que podemos vencer o complicado desafio da ingratidão dos filhos.

Indica deixarmos de olhar apenas o presente e voltarmos os olhos ao passado para, com a ideia das múltiplas existências, encontrarmos um consolo e forças para prosseguir.

Pois bem, não é tarefa fácil deixar de esperar reconhecimento, ainda mais de alguém tão ligado a nós pelos laços do coração e do sangue, como os filhos.

O próprio Agostinho reconhece como é complicado assuntos pertinentes ao coração. Muito mais difícil enfrentar a ingratidão do que a mesa escassa.

Seria mesmo grande ingenuidade considerar que não brotará um mínimo de decepção no indivíduo que recebe a indiferença, quando não a aversão de alguém tão querido.

Entretanto, vale lembrar que estamos no planeta Terra, orbe de provas e expiações e, portanto, o impossível é Deus errar. Logo, ingratidão, venha de quem vier é sempre algo possível e até comum de acontecer.

Aliás, eis a vida mostrando isso a todos os instantes.

O grande ponto é aprendermos a lidar com ela, a ingratidão, principalmente dos familiares.
Ou, melhor, iniciarmos o processo de não esperar nada, absolutamente nada de quem quer que seja.

Como fazer isto?

É um trabalho íntimo que requer muito esforço, porém, é possível realizá-lo.

Evoluir de tal modo que nosso agir seja sempre no bem, independentemente do que outras pessoas irão pensar ou falar, até porque isto não nos diz respeito.

Treinar o desapego do reconhecimento, pois será isto que nos dará a independência do “Obrigado”.

E buscar modificar a visão de caridade.

A caridade que praticamos, o amor que doamos, as provas de renúncia e abnegação, o suor que vertemos em benefício alheio, em realidade ajuda muito mais a nós do que ao outro, pois somos sempre os primeiros beneficiados da caridade praticada.

É como consta em O Evangelho segundo o Espiritismo, na mensagem de Lázaro denominada – O dever. O dever, em primeiro lugar é para comigo, depois com o outro. Ora, se o dever é para comigo, então vou estender minha mão ao outro, pois será assim que trabalharei pela minha evolução.

Quem acende em si a luz da caridade ilumina quem está ao redor e jamais ficará imerso nas trevas.

Portanto, agradecer é dever de quem recebe, mas nem todos cumprem o dever.

Entretanto, não esperar gratidão, reconhecimento ou mesmo um mero obrigado é o antídoto para livrar -se da decepção.

Tornar a prática do bem um hábito, de tal modo que dia chegará em que agiremos no bem sem perceber, e de forma tão espontânea que agradeceremos quando recebermos e não cobraremos quando beneficiarmos…

Assim, livres de nos sentirmos vítimas da ingratidão alheia seguiremos nosso caminho sempre fazendo o bem, não por recompensa, mas porque é um hábito que adquirimos com muito treino e vontade de gozar um pouco de liberdade que só o bem nos concede.

A vida de Chico Xavier

Cadastre no nosso informativo

Informativo

  • Por que Deus permite o sofrimento?




    Imagem: Pixabay
    Por: Eduardo Rossatto

    Aos olhos físicos, tudo é sofrimento. Para alguns, castigo de Deus; para outros, um grande enigma. Afinal, por que Deus permite o sofrimento, a fome, tragédias e doenças?

    Mas a nossa cegueira espiritual não consegue enxergar além da matéria, razão pela qual os homens questionam a Espiritualidade Superior. Allan Kardec também questionou, a fim de esclarecimentos, e a resposta do benfeitor na questão 123 do "Livro dos Espíritos" foi a seguinte: "Como ousa pedir contas a Deus de seus atos?"

    Leia mais...
  • Lado diverso da moeda




    Por:
    Orson Peter Carrara

    Durante algumas semanas publiquei algumas reflexões dos prejuízos causados pela falta de conhecimento do Espiritismo, levando pessoas a práticas e comportamentos completamente divorciados da genuína prática espírita. Tais abordagens foram motivadas pelos disparates observados, pelas ocorrências absurdas praticadas em nome de uma doutrina racional e especialmente tentando abrir os olhos daqueles que não conhecem os princípios do Espiritismo e se deixam levar por supostos médiuns e ditos líderes ou palestrantes que, abusando do livre-arbítrio, ameaçam, chantageiam, exigem, impõem ideias absurdas na compreensão dos legítimos ensinos da Doutrina Espírita. Não teve sentido de crítica, até porque todos estamos sujeitos a esses equívocos, inclusive quem aqui escreve, mas de ponderações que promovam coerência.

    Leia mais...
  • Quando sair deixe a porta aberta...


    Por: Wellington Balbo

    Não se trata aqui de deixar a porta aberta quando sairmos de um cômodo ao outro da residência,como,por exemplo,da cozinha para a sala,ou do quarto para o corredor,nestes casos, naturalmente, poderemos fechar a porta.

    Trata-se de sair das inúmeras situações da vida,de relacionamentos, empregos,religiões e instituições de forma geral.

    Leia mais...
  • Perante o medo, a oportunidade de ser

     


    Imagem : Pixabay
    Por: Vania Mugnato de Vasconcelos

    O mundo convulsiona pelo medo, mais que reage pela prevenção. O medo enfraquece e ajuda a adoecer, enquanto a prevenção é força e forma de impedir o mal de estender suas garras sobre todos. Não falo especificamente do vírus que se tornou o assunto incansável e necessário, manifesto-me de modo geral. As pessoas comumente temem o desconhecido e se desesperam com o que acham que não podem controlar. Por seu impacto um vírus novo causa pânico, enquanto a fome, por exemplo, mata 1 pessoa a cada 5 segundos e não apavora tanto, porque, talvez, ela não seja anunciada ou por não serem todos potenciais vítimas dela.

    Leia mais...
  • CORONAVÍRUS

     




    Fonte:
    FEB

    INFORME ASSOCIAÇÃO MÉDICO-ESPÍRITA DO BRASIL (AME- BRASIL) - 13 de março de 2020

    A evolução da pandemia de Coronavírus (COVID-19), com ocorrência em vários países e se disseminando rapidamente, torna essencial a participação de toda a nossa sociedade nas medidas necessárias para sua prevenção e controle.

    Apesar de se tratar de um novo vírus, o conhecimento acumulado até o momento, a partir dos milhares de casos em outras regiões, tem permitido que nosso país desenvolva planos de ação procurando reduzir os danos desta pandemia, já considerada uma emergência de saúde pública. Mas será necessária a mobilização e participação de todos.

    Leia mais...

Cadastre-se em  nosso informativo :

 


 




Desde 2010 divulgando a Doutrina Espírita.

Sobre o instituto



O Instituto Beneficente Chico Xavier foi fundado no dia 04 de Setembro de 2010 na cidade de Itu - SP

O trabalho realizado pelo Instituto Chico Xavier é o de divulgar a Doutrina Espírita pela Internet e redes sociais, realizar Seminários e palestras espírita e também divulgar o livro Espírita, através do Clube do Livro Espírita Emmanuel.

Clube do livro

Conheça nosso clube do livro.

Receba todo mês um livro na sua casa.


Cadastre-se aqui para aproveitar.

Contato